Maldição da Múmia, do diretor Lee Cronin, tenta devolver ao terror um ícone que, deliberadamente, foi transformado em herói de ação por Hollywood nas últimas décadas — seja na adorada franquia estrelada por Brendan Fraser ou no desastroso filme de 2017 com Tom Cruise (do "Dark Universe" da Universal). Embora não tente emular a atmosfera gótica do clássico de 1932 com Boris Karloff, Cronin arrisca ao entregar uma versão de terror puro e cru.
O resultado é uma experiência que remete a uma mistura de O Exorcista com Evil Dead: A Morte do Demônio. Para os fãs de gore, o filme é um prato cheio: violência gráfica abundante, momentos nojentos e uma agonia de tirar o fôlego. O ritmo só perde o fôlego quando o choque visual deixa de assustar para apenas incomodar; no fim, a obra cumpre seu papel como terror contemporâneo, mas peca pela falta de originalidade ao ser analisada mais a fundo.
Conhecemos então os Cannon: o repórter Charlie (Jack Reynor), a enfermeira grávida Larissa (Laia Costa) e seus filhos, Seb e Katie. Eles levam uma vida feliz no Cairo até que o desaparecimento de Katie destrói a estrutura familiar. Oito anos depois, agora vivendo em Albuquerque, Novo México, com uma filha mais nova, Maud (Billie Roy), e a avó Carmen (Verónica Falcón), o casal ainda é assombrado pelo trauma. O "milagre" surge com um telefonema da embaixada: Katie foi encontrada. Ela está viva, mas a notícia traz um novo horror: sua aparência agora é grotesca e sobrenatural.
Assistindo o filme em uma sala de cinema moderna, com tela gigante e um bom som, fica claro que Cronin não conhece limites na entrega da violência. O uso de efeitos práticos torna tudo implacável e palpável. Destaque para uma cena envolvendo um cortador de unhas — filmada em close-up, ela faz a plateia inteira se contorcer na poltrona. É um desconforto deliberado; Cronin quer que sua versão da Múmia seja a mais visualmente intensa possível. Se você busca um entretenimento perturbador e não tem estômago fraco, este filme é para você.
Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM
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